quinta-feira, 3 de junho de 2010

A dor de pensar em você


A dor que arde em mim
 É a mesma que pesa nos ombros
Escorre pelos olhos
E aguça meu paladar

A dor que esta viva em mim
 É a mesma que atinge meus olhos
Queima minhas retinas
E entope minhas veias
A dor que rasga minhas viceras
È a mesma que martela minha cabeça
É a mesma que corta minha fronte
E que dobra meus joelhos

A dor que me habita é a mesma que me mata
A mesma que me faz gemer
A mesma que em faz chorar
Implorando por remédio

A dor que desce na espinha
 Causando-me calafrios diários
È a mesma dor que sinto
Quando penso em você

 Enedina

terça-feira, 1 de junho de 2010

...

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
 
VitoHugo

Na janela

Da minha janela,
Eu sempre a vejo passar
E me pergunto: Quem é ela,
Que passa sem olhar ?

De passos firmes, cabeça erguida,
Semblante altivo e sereno.
Deve ela estar de bem com a vida,
Por isso não vê o meu mundo pequeno.

Gostaria de saber seu nome,
O que faz e onde mora,
Também o que bebe e o que come,
Se canta, se ri e se chora
Será que tem dono o seu amor ?
Se não ! Vou me sentir um felizardo,
Vou lhe mandar um poema e uma flor,
Vou lhe dizer nas estrofes, do meu coração deslamado

Precisa ela saber do meu pequeno mundo
E de tudo de bom que nele tem.
Sinceridade e a liberdade de um vagabundo,
Que tem alegria, esperança e sabe querer bem.

Depois vou esperar na minha janela,
Para ver quando ela altiva passar.
Se o meu pequeno mundo merece dela,
A esmola de um sorriso e um olhar.

Enedina

Teu chamado


 Essa dor é cruel
Espero você me chamar
Toda noite...
Olho pro alto e só vejo
A escuridão rondar sobre mim.

Enedina

Teu abrigo


Tem dias que acordo
Sem saber o que fazer
Se me deito novamente
Pra que possa esquecer

Do meu mundo que hoje é tão vazio
Só me restam os momentos frios.

Virando minhas costas
Pra parede do meu eu
Sem saber se eu retorno
Se você já esqueceu

Minha face que não esconde mais

Suas marcas que deixei pra traz

O que eu vivo já não tem mais sentido

Eu fujo procurando o teu abrigo
Preciso de você aqui
Dizendo que precisa de mim.


Enedina


domingo, 30 de maio de 2010

No branco e no preto

No preto e no branco!!! Te arranco
Suspiro enigmático!!! Elástico poema.
No preto!!! Te vejo em pranto!!! Não me espanto.
 No branco!!! Meu quebranto...Meu esquema.
Sou morena !!! Serena..uma flor,
que inventa testes!!! Te reveste de amor.
mas me visto de branco!!!  Para amar sua dor.

Enedina

Grito

A força que me faz gritar,
Envolver a noite com meu grito,
Chega onde não consegue chegar
A lua, com seu brilho infinito.

Ouve este grito que chama
Pelo teu nome, perdido no tempo?
Não sei já se a voz me engana...
Se é grito ou um lamento.

Perdi-te e perdi-me também!
Em vão te procuro em toda a parte...
Se for loucura ou mal de desdém,
Meu mal maior foi um dia amar-te.

Enedina

Guerreiro Alado


Com armadura pesada
Galopo em meu cavalo
Minha espada de fogo
Minhas mãos cobertas de calo

Meu cavalo já ferido
Ainda resiste a dor
Seus olhos de labareda
Cavalga com rancor
 Sou guerreiro alado
Que combate a escuridão
Nas mais profundas noites
De terror e solidão

Luto contra a noite
Porque na noite morri
E retorno pra viver
As noites que eu perdi.

Enedina

Meu descanso


Meu único aconchego é à noite
Minha tristeza esta tão aparente
Que nem minhas lágrimas se escondem mais atrás de minhas pupilas que se dilatam constantemente


 
Talvez meu descanso não seja aqui
Talvez meu descanso seja longo e frio, profundo, vazio.
Quero me deitar numa linda cama de madeira
Recoberta de cetim branco, forrada com rendas e flores.
Fechar meus olhos para e vida e acordar num lugar mais calmo 
E que eu poço dessa vez sonhar!
E que meus olhos em fim habitem a luz
Onde hoje só enxergo escuridão!

Enedina

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Em alto mar

O mar agitado em fluidos de amor
Ondas espalham espumas de dor
Navios machucam as feridas da água
A maré se revolta de tanta magoa
O Grande navio geme com a fúria do mar
A proa pende quando o vento chega a machucar
Na neblina que surge pra enlouquecer
As velas furadas não querem descer

Joguem a âncora! Grita o capitão
Uma onda gigante paralisa a tripulação
Atingindo o barco que começa a afundar
Ouvi-se um grito das águas dizendo “homem ao mar”.

Enedina

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pérola


Colhendo pedras na praia
Vi enterrada e deprimida
Uma concha branca do mar
Que veio para a areia buscar
A sua pérola perdida


 Comecei a procurar
Como se ela fizesse parte de mim
A pobre concha se desenterrou
Quando a onda do mar passou
E levou ela dali 
Continuei a procurar
Com desespero e euforia
Os banhistas a passear
Poderiam pisotear
A pequena pérola em agonia


 De repente a onda arrasta a areia
E uma linda pérola se revelou
Joguei-a no mar
Para que possa procurar
Sua concha que o mar levou

Enedina



terça-feira, 18 de maio de 2010

Na margem do rio piedra eu me sentei e chorei

 Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as aguas geladas que correm diante de mim.


Paulo coelho

Eclipse


Paro pra ver o céu em noite de outono
O vento afasta folhas e também meu sono
Fecho os olhos e sinto uma lágrima percorrer
Meu rosto que já começa a desfalecer 

Ajoelho-me e sinto a terra fria
Ponho a mão no meu peito e me sinto vazia
Olho pro alto e folhas prendem-se ao me levantar
O eclipse já começou, hora de voltar. 
Voltar de onde nunca deveria ter saído
onde nasci e morri com o coração ferido
onde não vejo a luz do dia
nem a noite com sua jornada fria

Escondendo-me nas sombras das noites
fugindo do eclipse num açoite

Enedina

sábado, 15 de maio de 2010

Fúnebre

                                     Era tarde ! Fazia muito frio.
Na rua apenas o caixão sombrio
Ia continuando o seu passeio !

Enediana

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A floresta



Entre as folhas congeladas do caminho
Seres procurando chão
Lampeja as luzes em um ninho
De em passaras que ficou sozinho
Gritando por compaixão

No alto da montanha
Vultos correm sem direção
Contemplando a lua cheia
Quando uma fenda clareia
Uma floresta em solidão
   Nas pedras marcas de batalha
Das águas que caem em sintonia
Formando pequenos trechos
Que por um desfecho
Saem de simetria

Observo cada barulho
Onde o vento tropeça nas copas
O frio congelou minhas raízes
Recobriram cicatrizes
 De flores que já foram mortas

Enedina

sábado, 8 de maio de 2010

Essência

À noite me reviro na cama
Procurando ainda teu cheiro
E enlouqueço quando esbarro
Em alguns fios do seu cabelo

Tua essência ainda esta aqui
Ainda sinto alguém ao meu lado
E mesmo antes de dormir
Seu travesseiro já esta encharcado

É... ele ainda é seu.
Durmo ainda do mesmo lado da cama
Minha boca não te esqueceu
Toda noite por ti chama
Nos lençóis minhas lagrimas manchadas
Misturadas com a cor do meu batom
O meu rosto ainda amarrotado
Deixando na seda outro tom

O tom que retrata a saudade
Que á tempos você deixou
Partistes sem motivos
E nunca mais voltou

Te esperarei em quanto me resta ar
E minha cabeça estiver erguida
E quando um dia você voltar
Traga com você minha vida.


Enedina

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cativeiro


Nas grades dos meus olhos
De um quarto obscuro
Rastejo-me na sela
Sob a luz da janela
 No alto do muro


 Meus joelhos cortados
Minha face em pranto
Convivo com ratos
Que roem meus sapatos
Emquanto durmo pelos cantos
 Escorrego-me nas paredes
Descarregando meu cansaço
Recordo-me do cheiro do vento
E sinto por um momento
Meus pulmões feitos de aço

Vejo uma pequena fenda
Entre os rasgões do meu véu
Observo a aurora
Que me cumprimenta de fora
Se escondendo no céu


                                                        Enedina

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vermelho


Quero me pintar de vermelho
Quero me deitar com flores
Quero me cobrir de espelhos
Quero destruir tuas dores

Tenho em mim ainda o escudo
De ouro, prata e cristais.
Sou soldado do escuro
Que galopa tão voraz

 Carrego na mão uma espada
Dentro do peito uma flor
No rosto, lagrimas cortadas
Nos pés restos de horror

Meus olhos vermelhos de sangue
No sangue pedaços de mim
Em mim sobras do amor
No amor lembranças do fim.


Enedina

Carrossel


Como um passe de mágica
Vemo-nos em meio ao vão
Com os braços amarrados
Dedos entrelaçados
Entre o amor e a razão

Presos por um fio
Que nos corta pela metade
Mais frágil que uma teia
Mais quente que a areia
Forte feito tempestade

Atinge-nos com pancadas frias
Afasta-nos com ventos fortes
A vida escrita num papel
Girando feito carrossel
Sublinhada pela morte.


Enedina

Tua música


Nos tambores dos meu ouvidos
Componho uma sintonia
Que representa teus gemidos
Em uma só melodia


Que atinge uma nota
Do meu pobre coração
E desafina quando desloca
Uma corda de paixão

 Cantarola no meu peito
A musica do desejo
Que aumenta quando me perco
No vibrato do teu beijo


Arrebenta as partituras
Existentes entre nós
E me perco nas firulas
Quando ouço tua voz. 


Enedina

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Telas de muros

Vou erguer muros com paredes gigantescas.
Vou fazer delas telas de pintura.
Vou escrever seu nome de forma grotesca.
Vou usar tinta de cor escura.


Vou gravar seu nome em minha'lma.
Vou odia-lo em cada vogal.
Vou odia-lo com prazer e calma.
Vou fazer tudo parecer real.
Vou desenhar seus olhos nas paredes.
Vou desenhar lágrimas também.
Vou pinta-los também de verde.
A verdadeira cor não lhe cai bem.


Depois vou destruir tudo.
E erguer tudo novamente.
Vou pintar, pintar um mundo.
Onde gente não machuca gente.


Rilton Viana

Meu suicídio


Um sorriso brota de lábios sofridos,
espessando amor de modo amargurado.
Sem notar mais uma gota de sangue cai sobre
sua roupa,
seus espelhos refletem a morte de modo claro,
o corpo sente quando a espíritos por perto,
um arrepio segue em seu corpo,
e então o medo toma conta de ti,
sei que sentes quando sopro de leve em seus ouvidos,
sua boca esta cansada de se sentir tocada quando não ha ninguém por perto,
o sangue que escorre sobre ti, são lagrimas de meu sofrimento,
por ama-lo e não poder estar com você em seu mundo,
sinto a culpa,
de meu suicídio estúpido que apenas me afastou mais de você,
hoje vejo em seu quarto fotos minhas que você ainda guarda na gaveta,
hoje vejo que você me amava,
você não pode me ver,
mais eu posso tocalo.
 Você  nota quando suas lagrimas secam rápido?
isso só acontece quando estou com você, quando posso limpalas com minhas mãos que ardem de desejo de ter você comigo,
eu me odeio por meu suicídio,
e agora você não consegue me ver,
mais sei que um dia você também ira morrer,
só que você não vira pra cá,
pois suicídio você nunca cometera,
e sua alma com certeza Deus levara,
e mais longe de mim você estará.

Enedina

Equilibrio

Desfrutamos do calor porque já sentimos frio. Valorizamos a luz porque conhecemos a escuridão. E compreendemos a felicidade porque conhecemos a tristeza.
Os muros que construímos ao nosso redor nos protegem contra a tristeza, mas também impedem que nos chegue a felicidade.
 Existem tantas noites como dias, e cada uma dura o mesmo que o dia que vem depois. Até a vida mais feliz não pode ser medida sem alguns momentos de escuridão, e a palavra "feliz" perderia o sentido se não estivesse equilibrada pela tristeza.


Enedina

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A dor de um desejo


No profundo escurecer
Me pego amedrontada
Contemplando meu renascer
Com a minha alma ainda gelada
Com os olhas trêmulos
Enxergando escuridão
Meus dedos cravados na terra
Ainda procurando o chão
 Minha boca em carne viva
Mordiscada pela desejo
Esperando ensangüentada
Pelo tão esperado beijo
 Havias lhe prometido
toda minha alma em vida
Em troca me deste a dor
Me deixando tão perdida.


Enedina