A distância nos faz perceber o quanto pessoas normais se tornam em instantes importantes demais para não serem lembradas
A distância nos faz perceber que nunca somos maduros suficientes quanto nossos pais
Que os problemas são mais difíceis quando acontecem com agente
E que aqueles seus melhores amigos passam a ter seu sangue, e nós os deles.
Mas também nos mostra que a vida começa a ter sentido quando você come do seu trabalho, e bebe do seu suor, e tudo aquilo que você já valorizava...agora é algo sagrado!
Estou numa fase que na literatura gótica se chama "faze da água".
Onde tudo flui, onde tudo corre, onde nada é mais trasparente que a realidade vivida! pois bem... Essa é uma daquelas fases que, em um instante temos a linha do horizonte em nossa frente, podemos enxergar alem do mar. Mas para chegar ate ela, temos que ter um barco firme e forte pra suportar tempestades e sol escaldante. em um instante temos o mar, no outro temos a morte!
a estrutura arrebenta, e lá se vai todos os sonhos, todos os planos de novos horizontes.
Mas temos um barco forte, com velas firmes, e o vento esta a nosso favor!
e a linha do horizonte?...jamais alcançada...espera por nós.
Fecho os olhos e vejo você partir um olhar de solidâo invade minha alma com o rosto cheio de lagrimas imploro que nao vá mais apenas um eco se escoe no ar um vento gelado entra pela minha porta e a neblina de uma noite sombria tira você de minha vida estou angustiada, sem vontade de viver pois tudo que mais amo se foi diante de meus olhos vi você partir e em minha vida ficou apenas o eco de um adeus
Sonhei contigo ontem. Não mando em meus sonhos, eles são meio rebeldes e invariavelmente me levam a você. Sonhei com teu beijo inexistente que me deixou um vago sabor de morango na boca. Acordei com saudades de te ver, do teu sorriso, das longas conversas sobre nada.
Sonhei com carícias longas, daquelas que duram horas, sonhei com tua boca que promete tantas coisas. Acordei assim, inquieta.
Hoje, nesse momento, se eu pudesse... Mesmo sabendo de todas as impossibilidades eu queria te ver, ignorar tuas meias-verdades, deixar de lado as palavras eficientes e vazias, e passar uma tarde à toa, deslizando minha língua devagar pela tua pele, conversando sobre coisas importantes e sobre o nada, rir e ter você em doses alternadas. Era o que gostaria hoje, mas as impossibilidades dançam à minha volta e você está distante.
Pensei em várias coisas para dizer, em maneiras de me expressar, e achei que, escritas, as palavras seriam mais fáceis de ser ditas, mas não são, e o pior é que elas não podem ser enviadas com um olhar anexo, um sorriso, um afago. Se eu disser algo errado elas não voltam.
Mesmo assim vamos tentar.
Sem te ver fica mais simples. Ainda ontem, quando te vi, minha única intenção era dizer essas coisas, aceitar o desejo como fato e depois partir, mas tua boca me deu outras idéias. Gosto dela, do teu sorriso, e terminamos do jeito de sempre.
Você obedeceu admiravelmente ao meu pedido de que precisava desligar, mas fazendo isso parece ter ficado mais forte e eu mais fraco.
Inferno!
Era para ser uma carta de expressão, e eu aqui divagando.
Como pode ver, sou complicada e confusa. Escolho sua versão de sonho quando quero o real em minhas tardes, ao menos em uma delas.
Você conhece mais de mim do que eu gostaria de admitir...
Ah! Mesmo que não perceba, em anexo vai um sorriso bobo, um afago e um beijo rápido...
Por que eu tenho certeza que chego antes dessa carta pra fazer tudo o que nela diz.
Numa noite mal dormida Juliet teve um pesadelo, de que estava sendo possuído por uma alma chamada Arthur. O mesmo lhe falou em alto bom som “Você Juliet, foi à escolhida, escolhida pra me amar, pois fiz um pacto com um anjo torto, que me prometeu que você iria me amar avassaladoramente em troca da minha alma”. Amanhã quando acorda, estará me amando.
Arthur era um homem sem crença, sem amor, sem carinho, sem ninguém. Que nunca conseguia amar qualquer tipo de criatura, nem mesmo quando criança, que renegou o peito da mãe!Nunca sentiu vontade de amar, mas sentia falta de ser amado e desejado.
De fato quando o dia chegou e Juliet saiu para o campo, ela tinha no pescoço a marca de uma garra. Ela correu, subiu a montanha, no topo sentou-se. Sua s roupas sujas do orvalho, olhava para cima , levava a mão a testa e olhava para todos os lados, parecendo procurar alguém, mas esse alguém anão vinha.
A noite chega, e depois desse longo dia de angustia, Juliet desceu a montanha com passos lentos e a todo instante olhava para traz, pois jurava escutar passos seguindo-a. Ela ia embora assim, triste e desolada com a cabeça baixa e seu peito inchado de suspirar. Então Arthur aparece em seguida, pôs-se a saltar em direção a ele.
Juliet olhou-o com amor, com vontade e desejo, já ele olhava para ela como se olha para os bosques. Ela chamou pelo seu nome, ele foi surdo a seus gritos. Arthur! Arthur - disse ela com desespero, escute! Ela correu atrás dele, agarrou-se em suas roupas, soluçava e seu coração batia violentamente, chorava de amor e se arrastava de joelhos pelo chão.
Arthur parou, olhou por um instante e continuou seu caminho... Athur me escute, pois eu o amo! Dizia ela tentando se levantar para alcançá-lo, venha viver comigo junto ao mar, ate morremos de amor um pelo outro, olhe para mim Arthut. Caiu novamente, seus joelhos dilacerados e cobertos de sangue de tanto arrastar-se pelo cascalho, estendeu sua mão lentamente debruçada dizendo - Não se vá meu amor! E se for me garanta que virá a manhã, por favor!
E ele deixou escapar de seus lábios desdenhosos três palavras – Até amanhã Juliet.
E ela correu com uma loucura em direção a montanha e nunca mais voltou pra casa.
Juliet esperava por Arthur dia e noite, correndo sobre as rochas, esperava-o chorando... E de vez em quanto ia ao vilarejo em busca de comida e água, e assim se passaram quatro anos.
De dia ela passava na praia escutando o mar olhando para todos os lados para ver se ele estava chegando. Quando o sol se escondia por traz do mar ela caia de cansaço então adormecia na areia. Acordava atordoada a noite e ia em direção ao ponto mais alto da montanha com suas longas vestes brancas seu cabelo em desordem e seus gritos de dor, ficava horas sentada numa rocha contemplando a luz e as ondas que vinha quebrara na praia.
Seus cabelos estavam brancos, pois a desgraça a envelheceu... Suas roupas rasgadas e seus pés calejados de tanto andar na terra, suas mãos rachadas pelo frio e pelo ar áspero do oceano. E ela estava pálida e magra, tinha os olhos fundos e apagados, sua boca estava entre aberta. Mas ainda tinha a tez dourada e queimada pelo sol, ainda tinha aquele olhar estranho que seduzia e atraia, ainda era a mesma alma apaixonada.
Quando via um homem, corria em sua direção, jogava-se aos seus pés, e o chamava de Arthur, e depois logo se afastava triste e desesperada dizendo: Não é ele, não é ele!
Era uma bela noite, radiante de estrelas, toda calma como o mar, que vinha levemente contra as rochas. Juliet estava lá sempre sonhadora e esperançosa...Então não sei se era um sonho, mas Arthur apareceu para ele com mesmo olhas frio, e movimentos silenciosos.
-Estava a sua espera-Disse Juliet
Sua voz tremia
-Sente-se comigo sobre esta rocha
Arthur então disse: Porque me pediu para vir aqui?
- Por quê?...Ó Arthur... Mas eu o amo! Quando você vê esse meu sorriso (então passou o braço em volta a cintura dele), quando sente o meu hálito, quando meus cabelos roçam em tua boca, diga, não bate nada mais forte em sue peito?
-Não! Respondeu rapidamente.
Mesmo assim ela o contemplou, aninhou-se em seu peito, encheu-o de beijos e carinhos, e ele se mantinha calmo sob os abraços, frio sob os beijos.
Precisava ver esta mulher se esgotando de ardor, expressando tudo o que ela tinha, amor, paixão poesia, Juliet palpitava de amor. E Arthur permanecia imóvel e com o mesmo olhar de desprezo.
Juliet estava esgotada depois de tentar o ultimo esforço de amor sem nenhum resultado...E correu em direção aos mais altos rochedos e lançou-se num salto, fez-se um silencio de alguns segundos, e Arthur ouviu um barulho de um corpo pesado caindo na água.
Arthur permaneceu imóvel no mesmo lugar que Juliet havia o abandonado por horas, ate que uma onda estendeu sobre a areia o corpo de Juliet já morta.
Arthur levantou-se e foi olhar de perto... Tocou sua mão com a ponta dos seus sapatos e percebeu que ali não havia mais alma, e permaneceu de pé olhando vagarosamente o corpo aos seus pés por horas ate que uma onda forte veio e a arrastou para as profundezas do oceano.
Uma chuva fina e abundante escurecia a luz duvidosa da lua, o vento vergava as flores, havia no ar como um barulho estranho de lagrimas e de soluços, parecia gemidos roucos e murmúrios, elevando-se do mar com uma voz em forma de canção que dizia: